sexta-feira, 10 de maio de 2013


 Situações comum.

    Termina o expediente levanto olho pela janela e a chuva continua e conclui que seria uma tarde ruim, na verdade todas as tarde eram ruins, acontece que alguns dias eram piores que os outros, e nesse indicava que seria pior de todos. Mas não podia fazer nada alem de reclamar, e foi isso que eu fiz.
      Ao chegar ao ponto de ônibus, dei sinal e ônibus parou, entrei e me deparei com uma cena horripilante. Um balançar de cabeças, uns balançavam  freneticamente enquanto outros faziam movimentos leves e cadenciados, além de balançar as cabeças gingavam os troncos em uma movimentação constante, os demais ocupantes assistiam aquilo pasmos e sem entender o que estavam vendo.
            Cada passageiro que entrava no ônibus se assustava e tentava entender o que se passava ali, e os que desciam transitavam por entre as cabeças que não paravam de balançar e em suas fisionomias se estampava uma interrogação, porque não sabiam a origem daquilo.
            Chegou a minha vez de descer, passei por entre as cabeças que balançavam e troncos que se contorciam e fiquei a cismar qual era a melodia que se ouvia naqueles ouvidos que traziam dentro de si os respectivos fones de ouvidos.