Situações comum.
Termina o expediente levanto olho pela janela e a chuva continua e conclui que seria uma tarde ruim, na
verdade todas as tarde eram ruins, acontece que alguns dias eram piores que os
outros, e nesse indicava que seria pior de todos. Mas não podia fazer
nada alem de reclamar, e foi isso que eu fiz.
Ao chegar ao ponto de ônibus, dei sinal e ônibus
parou, entrei e me deparei com uma cena horripilante. Um balançar de cabeças, uns balançavam freneticamente enquanto
outros faziam movimentos leves e cadenciados, além de balançar as cabeças gingavam os troncos em uma movimentação constante, os demais ocupantes
assistiam aquilo pasmos e sem entender o que estavam vendo.
Cada
passageiro que entrava no ônibus se assustava e tentava
entender o que se passava ali, e os que desciam transitavam por entre as cabeças
que não paravam de balançar e em suas fisionomias se estampava uma interrogação, porque não sabiam a origem daquilo.
Chegou
a minha vez de descer, passei por entre as cabeças que balançavam e troncos que
se contorciam e fiquei a cismar qual era a melodia que se ouvia naqueles
ouvidos que traziam dentro de si os respectivos fones de ouvidos.
